Borboleta no aquário.
Quando eu tinha sete anos queria (assim como todas as garotas de sete anos) ser atriz, modelo, bailarina e pintora nas horas vagas mas percebi que não poderia fazer tantas coisas ao mesmo tempo então decidi ser apenas famosa e rica (mas não como a Paris Hilton).
Mais tarde decidi fazer a diferença independente de quanto ganharia com isso, foi então que descobri o jornalismo a única carreira que me agradou completamente a não ser um por único detalhe, não faço fotossíntese logo preciso comer digo isso pois pouco tempo antes tinha sido criada uma lei que dizia que não era preciso diploma para exercer a função sendo assim qualquer um poderia ser jornalista sem necessariamente trabalhar com isso. Foi meu primeira vez que a frase "até ajudaria se não tivesse que pagar o jantar" fez sentido para mim, amadurecer doeu pela primeira vez.
O dia do vestibular me jogar na parede, colocar uma luz na minha cara e perguntar "Então? O que vai ser?" estava cada dia mais próximo e eu ainda não sabia o que responder. Fiz milhões de testes vocacionais que me diziam para ser professora de educação física, economista ou médica até aí tudo bem se eu não fosse sedentária, odiasse números e não tivesse pavor a pessoas ao avesso. Decidi não acreditar nesse tipo de teste.
Comecei a ler sobre qualquer profissão que me parecesse agradável ironicamente todas elas abusavam dos números enquanto eu ficava deprimida de só de lembrar que tinha quatro aulas de exatas por semana. Reparei o quanto desvalorizados são os trabalhos que ao invés da exatidão das calculadoras tem a liberdade da criatividade. Decidi dar uma chance aos número.
Então os números resolveram me dar uma chance, conheci a arquitetura. Sempre fui apaixonada por belas e ousadas construções e ambientes confortavelmente criativos, desde pequena desenhava (juntamente com as tendências inverno-verão) plantas tortas e espaçosas demais, redescobri algo que estava adormecido em mim. Mesmo com os números o prazer de projetar algo que surtira algum efeito no observador é maior. Objeto e observador. Amar e mudar. Ingang, contra os números que me afogam terei a criatividade que me faz voar.
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quinta-feira, 9 de maio de 2013 @ 22:56
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