Borboleta no aquário.

Quando eu tinha sete anos queria (assim como todas as garotas de sete anos) ser atriz, modelo, bailarina e pintora nas horas vagas mas percebi que não poderia fazer tantas coisas ao mesmo tempo então decidi ser apenas famosa e rica (mas não como a Paris Hilton). Mais tarde decidi fazer a diferença independente de quanto ganharia com isso, foi então que descobri o jornalismo a única carreira que me agradou completamente a não ser um por único detalhe, não faço fotossíntese logo preciso comer digo isso pois pouco tempo antes tinha sido criada uma lei que dizia que não era preciso diploma para exercer a função sendo assim qualquer um poderia ser jornalista sem necessariamente trabalhar com isso. Foi meu primeira vez que a frase "até ajudaria se não tivesse que pagar o jantar" fez sentido para mim, amadurecer doeu pela primeira vez. O dia do vestibular me jogar na parede, colocar uma luz na minha cara e perguntar "Então? O que vai ser?" estava cada dia mais próximo e eu ainda não sabia o que responder. Fiz milhões de testes vocacionais que me diziam para ser professora de educação física, economista ou médica até aí tudo bem se eu não fosse sedentária, odiasse números e não tivesse pavor a pessoas ao avesso. Decidi não acreditar nesse tipo de teste. Comecei a ler sobre qualquer profissão que me parecesse agradável ironicamente todas elas abusavam dos números enquanto eu ficava deprimida de só de lembrar que tinha quatro aulas de exatas por semana. Reparei o quanto desvalorizados são os trabalhos que ao invés da exatidão das calculadoras tem a liberdade da criatividade. Decidi dar uma chance aos número. Então os números resolveram me dar uma chance, conheci a arquitetura. Sempre fui apaixonada por belas e ousadas construções e ambientes confortavelmente criativos, desde pequena desenhava (juntamente com as tendências inverno-verão) plantas tortas e espaçosas demais, redescobri algo que estava adormecido em mim. Mesmo com os números o prazer de projetar algo que surtira algum efeito no observador é maior. Objeto e observador. Amar e mudar. Ingang, contra os números que me afogam terei a criatividade que me faz voar.


quinta-feira, 9 de maio de 2013 @ 22:56 0 comentários
Velharia #1

Me disseram uma vez “Gosto mais das pessoas não tenho de que das que tenho, quando ganho logo perde a graça.” eu poderia ter respondido de várias formas mas me limitei a dizer ”Sorte sua, comigo não é assim.” Queria era ter dito, tudo que ficou entalado na garganta, não disse não sei o porque, talvez por querer manter a sanidade fria de quem tem o bem maior de te-lá ou apenas tive preguiça de lhe contar minha historia sem graça e sem final feliz ou infeliz (para o telespectador). Preguiça quase sempre é um dos meus maus, mas daquela vez não, ela me salvou de ser rotulada quem sabe de drama-ambulante ou atriz de novela mexicana, não que tenha sido simples a minha novela é que inside tudo ganha mais intensidade, nada de laconismo! Da gente para a gente as coisas se complicam, difícil é lidar consigo mesmo, difícil e confuso. E é pra isso que existem outros seres humanos nem sempre pessoas, na maioria das vezes apenas seres. Engraçada essa palavra não?! “Seres” tantas interpretações em somente cinco letras, podemos corta-lá no quase meio, tirando dali então o verbo ”ser” que é o que todo mundo quer não importa o que querem apenas ser, então com a outra parte da palavra “es” exibe o plural, então, “seres” significa que devemos ter incontáveis verbos e adjetivos, podem até mesmo serem inventados hoje em dia ninguém se importa se sua ideia é copiada, pegue uma e tire o crédito pronto não pertence a mais ninguém! Todo dia é assim, acontece a todo momento, quem disse que isso é tão errado assim? Não é não amigo! É assim mesmo essa coisa que chamam de vida, toma um pouco de cada um para acrescentar a sí mesmo, impossível aprender para dentro é necessário e obrigatório se abrir para novas ideologias e também se mostrar para outros se acrescentarem de tí! É totalmente improvável conhecer e entender uma pessoa de verdade, gente de na verdade não é imutável, mas sim cresce todos os dias um pouquinho mais. Espere e veja, um sistema maravilhoso esse que se faz! Tenha um pouco de paciência, tome um chá, mas não risque ninguém de sua historia, quem sabe um dia apenas por um (esse) personagem seu livro se torne um best seller? Poderia dizer tudo isso, ele não entenderia. Guardei para mim.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 @ 20:49 0 comentários
O que vocês ensinam?

“Nos últimos seis meses dei conferencias para mais de 25 mil educadores. Eles representavam um universo de dois milhões de alunos. Eu lhes perguntei: “o que é mais importante para formar um pensador, a dúvida ou o conhecimento pronto?”Todos disseram que era a dúvida. Em seguida, indaguei: “O que vocês ensinam?”Surpreendidos e honestos, disseram que ensinavam o conhecimento pronto.” (Augusto Cury) Nesse sistema de conhecimento pronto os alunos são colocados no mesmo programa, como se todos tivessem personalidades iguais. O programa e o ensino são engessados. Os professores são obrigados a seguir um rígido programa e isso estressa tanto professores quanto alunos, pois a função da memória não é ser um banco de dados, mas um suporte para a criatividade. Esse sistema educacional dissipa a saúde dos professores e a motivação dos alunos para construir o conhecimento. O resultado? Poucos alunos de fato aprendem e quando aprendem não sabem para que serve o conhecimento que adquiriram. Não há prazer em aprender. Damos o conhecimento pronto e acabado aos jovens. Não os estimulamos a criticar, questionar, discordar. Os alunos não descobrem, não criam, não ousam pensar, não se aventuram. Assim os fazemos aceitar sem questionar, que o que diz o livro é verdade absoluta, mesmo que essa verdade “absoluta” não exista. Os professores são poetas da vida, mas o sistema de ensino tem formado servos. Os jovens não estão aprendendo a prepararem-se para seus futuros conflitos onde precisarão pensar sozinhos e questionar cada um de seus atos. O conhecimento que dobrava a cada dois séculos, hoje dobra no máximo em cinco anos. O que fazer com todo esse conhecimento? Exigir que os professores ensinem e que os alunos aprendam é fabricar pessoas doentes. O excesso de informação causa ansiedade e obstrui a criatividade e sem criatividade não existem sonhos. Nossa geração está se tornado cada vez mais insatisfeita, ansiosa, alienada, desmotivada e despreocupada com o futuro, nossos jovens raramente tem idéias próprias, projetos de vida, audácia e sonhos. Precisamos ajudar nossos jovens a sonhar, precisamos estimulá-los a ser engenheiros de idéias. levá-los a crer que são seres humanos com um enorme potencial intelectual. O futuro da humanidade está em jogo e só semeadores de idéias podem ajudar. (Texto escrito com base nas ilustres palavras de Augusto Cury.)


domingo, 13 de janeiro de 2013 @ 20:50 0 comentários
Gaokao

Uma sala cheia de livros, pessoas e bolsas de aminoácidos. Essa imagem pode parecer à descrição de um posto de saúde, mas não é, na verdade são alunos estudando para o Gaokao o maior vestibular do mundo o chinês. “O vestibular é visto pelos candidatos como um momento crucial, capaz de definir o sucesso no mercado ultra competitivo chinês. A aprovação no exame é um dos símbolos mais fortes no status social em um país que tem uma milenar tradição de valorização do estudo e da figura intelectual. O exame mobiliza as cidades com o espírito de cooperação aos estudantes, no dia do exame o transporte para quem vai fazer a prova é gratuito. A pontuação máxima da prova é 750 e é usada uma técnica de ordem decrescente, as universais são listadas da elite até as de menos prestigio então o candidato escolhe um número limitado de instituições e cursos que pretende exercer, aos quais terá acesso de acordo com sua nota de corte. Os responsáveis pela elaboração das provas ficam isolados durante meses até o Gaokao e estão sujeitos a sete anos de prisão caso revelem o conteúdo da prova a candidatos ou a terceiros. Estudantes que são pegos colando são proibidos de fazer o exame de um a três anos e as autoridades marcam esse fato no prontuário do vestibular o os acompanhará por toda a vida.”, dizia a revista em letras grandes como se fosse um absurdo e pode mesmo parecer um absurdo para uma nação que infelizmente não prioriza a educação. Mesmo que seja comum atletas brasileiros usa anabolizantes, anfetaminas e muitas outras drogas que servem para melhorar o preparo físico e que também aumentam a pressão arterial e podem acarretar sérios problemas cardíacos além de dependência, não aceitamos e nos escandalizamos diante da situação dos estudantes chineses que passam em media de 7 a 12 horas por dia estudando para chegar ao objetivo em comum de se sair bem no vestibular e isso não acontece apenas na China, todos os países que sabem que uma educação de qualidade e exigente é a receita, para crescer economicamente e combater a pobreza, prioriza a educação. Infelizmente os governantes do Brasil não descobriram isso ainda ou descobriram, mas é muito mais fácil alienar e domar pessoas que não se preocupam com o que aconteceu ou deixou de acontecer, só se preocupam com o que a mídia diz para se preocuparem. E o que a mídia diz para nos escandalizarmos? Não com políticos corruptos, não com a rejeição do projeto ficha limpa, não com a perda dos valores ou com o futuro da nação, mas sim com estudantes preocupados demais com a própria educação e esse sim deveria ser o absurdo.


@ 20:42 0 comentários
Uma árvore no fim do túnel

Fala-se sobre preservar, reciclar e ser sustentável, mas esquecem de que é quase impossível colocar isso em prática, pois existem controvérsias entre o que é mais importante. Seria concebível ocorrer preservação num mundo capitalista onde consumir e destruir recursos naturais em busca do crescimento e lucro virou pré-requisito fundamental para que esse sistema continue em expansão? Como reciclar se materiais são criados de início para não serem recicláveis? É possível haver sustentabilidade se a ordem é comprar e descartar constantemente? Obviamente o capitalismo não acabará conseqüentemente o consumismo também não afinal as pessoas não irão desistir de seus gadgets eletrônicos e modo de vida moderno para viver em fazendas e andar de bicicleta, porém sendo o capitalismo baseado na produção e no consumo, e desde agora não tendo mais tantos recursos disponíveis para serem utilizados como matéria-prima, haverá um colapso na produção. Felizmente não estamos num beco sem saída e não teremos de desistir dos avanços e comodidades modernas. Ecologistas descobriram que existem várias tecnologias com possibilidade de serem implantadas para auxiliar o meio ambiente. É cientificamente comprovado, que temos novas alternativas de modelos para produção de energia e uma série de atividades cotidianas com tecnologias que utilizam produtos menos poluentes. Podemos também utilizar fontes de energia renovável, baterias que duram mais e planejamento urbano, pois cidades com um bom planejamento facilitam a vida dos moradores, o transporte e fazem bom uso do espaço, preservando o ecossistema. Para que essas mudanças aconteçam simplesmente falar não levará as pessoas a se conscientizarem, para que isso aconteça são necessárias ações diárias focadas na atitude. Grande parte das pessoas sabe o que é correto e o que não é. Um exemplo, a coleta seletiva de lixo. Existem pessoas que estão totalmente cientes, mas não fazem, por questão de postura, atitude. Por isso trata-se de uma mudança de muito longo prazo. A pessoa só muda quando sente que está sendo afetada diretamente, portanto só controlaremos nossas atitudes quando entendermos e sentirmos na pele que dinheiro era mais importante quando ainda era árvore.


@ 20:40 0 comentários
70 por cento

Assoviando uma melodia qualquer e acabando de lavar uns copos, fecho a torneira e ela sai na minha mão, o jato de água que sai do furo na parede onde antes estava a torneira me molha da cabeça aos pés, por reflexo seguro a água raivosa com a palma da mão, não adianta, ela quer sair. Grito para alguém me ajudar, ninguém aparece a água continua lambendo e mordendo minha mão como se suplicasse a liberdade, ela quer ser livre, quer ser água corrente, pobrezinha não sabia que ao sair cairia no ralo. Não sabia que depois de usada e considerada suja, seria jogada fora como se não fosse nada.
Sonho de água é ser rio não poluição, mas ninguém lhe deu escolha, foi trancada num sistema, e é obrigada a seguir a direção que lhe foi traçada, prometeram que se fosse comportada depois de usada chegaria a seu objetivo de ser livre e corrente, mas mentiram todas as águas teriam o mesmo final sendo boas ou más.
Aquela água que lambia meus dedos já quase desistindo de lutar queria mudar isso queria correr desse destino, mas é impossível, não adianta tentar mudar o rumo se não existe outra direção. Cada um tem seu cano, se força uma liberdade, procura ser livre, se iludi pensando que será rio, cai no ralo e vira esgoto.
Enfim alguém chegou para me ajudar com a torneira como temos poder, engaiolamos novamente a água e seus sonhos para que ela servisse as minhas necessidades.
Talvez a água pense que é enorme meu poder, mas também tenho quem me engaiole e encaixote meus sonhos e o pior é que é da minha mesma espécie, então, até que faz sentido sermos 70% água, não acha?


quarta-feira, 4 de abril de 2012 @ 09:43 0 comentários
A hora do mergulho

Foi exatamente neste ano que percebi em meio aos meus estudos para o exame nacional do ensino médio, o popular ENEM, em que descobri que eu não sabia nada ou tudo que eu sabia me escapou por entre os dedos dedos e se perdeu. Onze anos de estudos e branco total, como assim? Logo eu uma das alunas que nunca ficou abaixo da média e que como minha mãe sempre dizia "devia ser um exemplo", agora não sabia nada. Bem, era isso que me passava pela cabeça e então um pensamento pior veio: não vou passar no vestibular. E outro que já me atormentava a um bom tempo voltou: eu não sei que profissão quero seguir! Pronto, a loucura estava completa.
Me vi sem certeza alguma, apenas dúvidas me senti como areia suja numa peneira a parte limpa e que servia para algo escapou e ficou apenas a sujeira, a ignorante e inútil sujeira. Eu era a sujeira.
O que pensei saber fazer, não tinha mais certeza se realmente sabia. Sempre soube que existem pessoas melhores de que eu, nunca me conformei com isso então me acostumei a pensar que na escrita não existe melhor ou pior, cada um tem sua própria maneira de se expressar e a minha foge de regras comuns, não possuo uma regra apenas escrevo oque sinto, oque enxergo e do jeito que me convém! Então chegaram e disseram "ou você escreve dentro das normas ou sua redação sera anulada!"
O QUE? tive vontade de rir na cara deles e dizer ''não vocês não tem o direito de medir meu conhecimento com uma simples prova!" mas não pude, porque? Por que ele tem sim o direito e além do mais são cruéis pois não medem apenas seu conhecimento mas também sua resistência e rapidez ao mesmo tempo, me senti um novo projeto de ferramenta para a sociedade sendo testado, um teste ao qual todos somos submetidos por bem ou mau, se quiser pertencer a um futuro, se falhar sera enxotado do sistema e consequentemente a vergonha de seu país.
Lá estava Barbara Tomazeli Souza Rossi completamente confusa e com a auto estima a baixo de zero. Então, o que se faz quando não se sabe o que fazer? Resolvi optar pela resposta mais obvia possível, estudar.
Estudei, pesquisei, respondi exercícios, li, tirei dúvidas com professores, procurei a maneira mais fácil de aprender, estudei em dois horários e então a prova de fogo chegou e eu continuava incerta sobre meu conhecimento.
Trinta páginas, noventa quentões, uma cadeira dura, várias pessoas desconhecidas, um relógio irritante e muita pressão.
Sobrevivi ao primeiro dia mas ainda haveria um segundo dia, disse que não queria mais "ah, isso é só o começo" respondeu minha mãe tentando me animar como sempre.
No segundo dia de prova tudo de novo só que dessa vez uma hora e meia a mais de tortura agoniante.
Acabaram as provas! Missão cumprida e comprida também.
Dias depois saiu o gabarito da prova (graças a algum milagre, sem nenhum furo na prova sendo assim sem cancelamentos) corrigi a minha e...desastre! Acertei apenas 85 questões nem cinquenta por cento da prova de cento e oitenta questões, entrei em depressão estudantil profunda, tentaram me animar dizendo que "teve muita gente do terceiro ano que acertou muito menos de que você" mas não adiantou, penso que alguém ser pior de que eu não me torna boa é um pensamento torturante mas acredito que seja melhor de que se conformar dizendo "ah, tudo bem" e continuar olhando para o mesmo lado sem ao menos tentar melhorar.
O exame me mostrou que muita coisa acontece todos os dias no mundo e mesmo que pareça impossível é importante procurar saber um pouco de tudo pois nunca se sabe quando isso nos sera cobrado.

(Texto feito numa tarefa escolar com o tema "meu aprendizado no ano de 2011")


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 @ 13:31 0 comentários